O hábito de usar fones de ouvido por longos períodos, principalmente em volume alto, tem acelerado casos de perda auditiva entre jovens. O alerta é global: mais de 1 bilhão de jovens adultos estão em risco de desenvolver perda auditiva permanente e evitável, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.
O problema é que esse tipo de perda costuma surgir de forma gradual. Muitas pessoas continuam ouvindo sons, mas passam a ter dificuldade para compreender palavras, especialmente em ambientes com ruído. Sintomas como zumbido frequente, tontura e necessidade de aumentar constantemente o volume são sinais de alerta.
Embora a perda auditiva seja comum com o envelhecimento, especialistas destacam que ela está aparecendo cada vez mais cedo, impulsionada por hábitos cotidianos: uso prolongado de fones, exposição a shows, academias, transporte público e outros ambientes barulhentos.
No Brasil, o cenário também preocupa. Pelo menos 10 milhões de pessoas convivem com algum grau de perda auditiva, mas o número pode ser maior devido ao subdiagnóstico. Muitas pessoas não percebem o problema até que ele já esteja avançado.
Além de prejudicar a comunicação, a perda auditiva impacta diretamente a qualidade de vida. Em jovens, pode afetar aprendizado e desempenho acadêmico. No longo prazo, também está associada ao declínio cognitivo e a dificuldades sociais e profissionais.
A boa notícia é que grande parte desse risco é evitável. Especialistas recomendam reduzir o volume, limitar o tempo de uso, fazer pausas, preferir fones que isolam ruído externo e buscar avaliação auditiva ao notar qualquer sinal incomum. A audiometria periódica, inclusive, já é apontada como uma prática preventiva importante.

